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| Valmir Rosário confirma fim da carreira |
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| Qui, 11 de Março de 2010 |
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Arquivo
Rosário (d) frente a Samir Barbosa em 2009
Foram 20 anos atuando como atleta profissional, mas chegou o momento da despedida. Radicado no litoral paulista há muitos anos, o baiano Valmir Rosário decidiu pendurar as luvas e o principal sinal foi o duro nocaute sofrido em seu último combate há menos de duas semanas, com apenas dez segundos de luta.
“Nunca havia sido derrotado assim”, lembra o veterano Rosário, de 47 anos. No confronto contra o jovem Marcus “Ratinho” Oliveira, 24, ele foi atingido por um forte direto no olho esquerdo, sendo impedido de prosseguir pelos médicos e pelo árbitro. “As dores eram insuportáveis”, admite Rosário. Naquela tarde de 27 de fevereiro, Valmir Rosário (15-26-5, 3 KOs, a confirmar) já havia revelado que poderia parar. De volta à sua cidade em Praia Grande, ele percebeu que seu físico já não conseguiria acompanhar o ritmo de atletas mais jovens. “Penso que foi um aviso de Deus”, confidencia. Com quase 50 lutas no currículo, o boxeador nunca havia sentido o peso da idade e os riscos claros de que poderia sofrer um acidente mais grave. “Minha saúde é mais importante e passei a me sentir inseguro”, avalia Rosário, citando a falta de velocidade e a diminuição dos reflexos como os pontos mais marcantes para sua decisão. Cheiro dos ringues Valmir Rosário começou sua trajetória em 1984. Como atleta amador fez cerca de 40 combates em que pôde conquistar os títulos paulista e o tradicional “Torneio Estímulo”, também disputado em São Paulo. Já no campo remunerado abocanhou o cinturão brasileiro. O esporte permitiu que ele conhecesse diversos estados do país, mas, principalmente, países como Argentina e Paraguai. Para Valmir Rosário, seu melhor desempenho foi diante do portenho Elbio Felipe Gonzalez (abril de 1997, em San Rafael, Mendoza), em que estava em jogo o título Internacional CMB dos supermeio-médios (69,8k). “O público me aplaudiu e disse que que venci a luta. Porém, a arbitragem preferiu decretar o empate”, declara Rosário. Na revanche três meses depois, Gonzalez ficou com o cinturão em decisão por pontos. Ao lado da mulher Jane e dos dois filhos menores – do casamento anterior tem outros quatro herdeiros – Valmir Rosário passa a cuidar exclusivamente do bar que mantém próximo à praia e ao trabalho de treinador. “Não tem como eu ficar longe do esporte que me transformou em cidadão. Não consigo ficar longe do cheiro dos ringues”. |











