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Luta Klitschko-Povetkin: contrato inviável para russo PDF Imprimir E-mail
Seg, 26 de Julho de 2010

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Contrato revela só vantagens para Wladimir Klitschko
Contrato revela vantagens para Wlad Klitschko

Aos poucos alguns termos do contrato entre o ucraniano Wladimir Klitschko e o russo Alexander Povetkin estão sendo desmistificados. O lutador russo era o desafiante obrigatório, mas deixou passar a oportunidade depois de não comparecer à conferência de imprensa agendada para a semana passada, além de não assinar o contrato no tempo predeterminado. Imediatamente o time de Klitschko pediu autorização à FIB para negociar com o nigeriano Samuel Peter, em combate acertado para 11 de setembro, em Frankfurt, na Alemanha.

Os agentes de Alexander Povetkin qualificaram a proposta de “contrato de escravo” e não se mostram arrependidos pelo fato de o pupilo não enfrentar o ucraniano e ainda correr o risco de alguma punição pela FIB, como perder muitas posições no ranking mundial do organismo.

Independente disso, a Sauerland deixou escapar alguns dos tópicos que impediram o fechamento do acordo para o combate com Wladimir Klitschko, como:

. Povetkin teria de estar presente (em mais de uma vez) a conferências de imprensa conjuntas com Kitschko ou em separado, participar em viagens de imprensa, entrevistas, sessões de treinamentos abertas e outros eventos públicos determinados pela K2, empresa promocional dos Klitschko;

. Caso Povetkin não comparecesse a qualquer um dos eventos destinados à imprensa organizados pela K2, teria a bolsa diminuída em pelos menos US$ 250 mil (445 mil);

. A K2 se recusava a pagar as despesas de viagem, hospedagem, alimentação e traslados etc.

. A K2 também se recusou a oferecer seguro saúde para o combate e afirmava que seria o próprio Povetkin quem deveria arcar com as despesas relativas a eventuais lesões que poderia sofrer durante o combate;

. Obrigatoriamente, Alexander Povetkin deveria utilizar as luvas da marca Grant e não lhe seria permitido trazer as próprias luvas (mesmo em embalagem fechada) ou utilizar luvas de qualquer outra empresa.

Para um dos dirigentes da Sauerland Event, Kalle Sauerland, o contrato era injusto também porque a K2 não tinha nenhuma cláusula tratando sobre “a defesa obrigatória” comum em todo o mundo. “Não poderíamos permitir que os Klitschko ditassem todos os termos do contrato. A K2 ignorou muitas regras e nos enviaram um documento de 26 páginas que só pode ser descrito como contrato de escravo”, desabafa Sauerland.

 

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