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Ainda não estão os
claros os motivos que levaram o tricampeão do mundo Alexis Argüello
a dar um tiro em seu próprio peito na madrugada de ontem, dentro de
sua casa, em Manágua, capital da Nicarágua. Porém, Eduardo Román,
que esteve ao lado do boxeador desde os anos 1970 e agora atuava
como seu assessor pessoal, confirmou que conversou por telefone com
o amigo na noite anterior (terça-feira), por volta das 8h da noite.
“Ele (Argüello) me revelou alguns problemas, porém, eu disse a ele
que resolveríamos essas questões na manhã seguinte, que não se
preocupasse e que não fizesse nada prematuramente. Porém, ele não
resistiu”, descreveu Román, sem especificar quais eram as questões
que tanto afligiam o atual prefeito de Manágua.
Perguntado se Argüello se sentia pressionado na prefeitura, Eduardo
Román revelou que sim. “Alexis estava pressionado e se sentia mal
por isso. Ele era muito suscetível a esse quadro e definitivamente
estava incomodado”, afirma Román.
Mas, afinal, o que o afetava tanto? O amigo de Alexis Argüello
preferiu não fazer maiores comentários para não se envolver em
assuntos políticos. “Eu nunca fui político, tenho meu partido desde
que nasci – o mesmo de meus avós e bisavós – que é o Partido
Conservador. Não me agrada falar de temas que não vêm ao caso,
porque podem achar que são minhas opiniões pessoais”, declara Román,
mantendo total sigilo sobre sua última conversa com Alexis Argüello. |