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Amigo diz que Argüello sentia pressões
2/Jul/09

Ainda não estão os claros os motivos que levaram o tricampeão do mundo Alexis Argüello a dar um tiro em seu próprio peito na madrugada de ontem, dentro de sua casa, em Manágua, capital da Nicarágua. Porém, Eduardo Román, que esteve ao lado do boxeador desde os anos 1970 e agora atuava como seu assessor pessoal, confirmou que conversou por telefone com o amigo na noite anterior (terça-feira), por volta das 8h da noite.

“Ele (Argüello) me revelou alguns problemas, porém, eu disse a ele que resolveríamos essas questões na manhã seguinte, que não se preocupasse e que não fizesse nada prematuramente. Porém, ele não resistiu”, descreveu Román, sem especificar quais eram as questões que tanto afligiam o atual prefeito de Manágua.

Perguntado se Argüello se sentia pressionado na prefeitura, Eduardo Román revelou que sim. “Alexis estava pressionado e se sentia mal por isso. Ele era muito suscetível a esse quadro e definitivamente estava incomodado”, afirma Román.

Mas, afinal, o que o afetava tanto? O amigo de Alexis Argüello preferiu não fazer maiores comentários para não se envolver em assuntos políticos. “Eu nunca fui político, tenho meu partido desde que nasci – o mesmo de meus avós e bisavós – que é o Partido Conservador. Não me agrada falar de temas que não vêm ao caso, porque podem achar que são minhas opiniões pessoais”, declara Román, mantendo total sigilo sobre sua última conversa com Alexis Argüello.